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Multiverso de Carla Chaim

A Sala de Leitura Paulo Reis recomenda o livro de Carla Chaim, quem participou no 17º programa de exposições do Carpe Diem Arte e Pesquisa, durante 2014.

Os nomes do livro–objeto Multiverso e da instalação Colapso de onda foram apropriados da física quântica por Carla Chaim, para potencializar a correlação poética entre os dois únicos trabalhos que integram esta mostra: Colapso de onda, apresentada pela artista no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, em novembro de 2015.

O livro-obra Multiverso, foi produzido por meio de dobras das páginas e pela subsequente aplicação do grafite em pó entre elas. Ao ser manipulado, torna-se suporte de situações experimentais, uma vez que recria permanentemente desenhos e composições em espaços múltiplos cuja conclusão definitiva é marcada pela impressão deste livro, especialmente concebido como obra. Para a artista, “cada página acaba contendo todas as outras, o que relaciono com todos os ‘universos’ do Multiverso”.

Este projeto foi contemplado com o Prêmio CCBB Contemporâneo 2015-2016.

Araki by Araki

A Sala de Leitura Paulo Reis recomenda o livro Araki by Araki. The photographer´s personal selection do artista japonês, Nobuyoshi Araki.  

Registro da carreira artística do enfant terrible do mundo artístico do Japão, o livro conta com 2002 fotografias e foi publicado para marcar o aniversario numero 63 do artista. Uma coleção de imagens que abrange a completa carreira profissional do Araki, entre 1963 e 2002.

  

Adrian Paci

A Sala de Leitura Paulo Reis recomenda o catálogo do artista Adrian Paci, quem participou no 8º programa expositivo do Carpe Diem Arte e Pesquisa no 2011.

Este catálogo foi publicado em conjunto com a exposição do artista na Galleria Civica di Modena, no Pallazo Santa Marguerita, na cidade de Modena entre o 14 de maio e o 16 de julho de 2006.

Outros catálogos do mesmo autor na nossa coleccâo: Electric Blue; Premio Primo Pascali 2007.

Antinomies of Art and Culture

A Sala de Leitura Paulo Reis recomenda Antinomies of Art and Culture: modernity, postmodernity, contemporaneity, editado por Terry Smith, Okwui Enwezor e Nancy Condee, publicado por Duke University Press.

O livro reúne textos de reconhecidos teóricos, críticos, artistas e curadores, entre eles Antonio Negri, Boris Groys, Geeta Kapur e Bruno Latour, que exploram sobre as novas formas de conceber o presente e entender as artes e a cultura em relação a ele. Desde perspectivas inusuais os textos revisitam alguns dos temas chave relativamente á modernidade e a pós-modernidade, o vínculo entre a arte, a política e os câmbios sociais. Tratasse duma pesquisa incisiva sobre como entender, descrever e representar o momento contemporâneo.

Hölderlin Variations de Raúl Hevia

A Sala de Leitura Paulo Reis recomenda Hölderlin Variations de Raúl Hevia, quem participou no 14º programa de Exposições do Carpe Diem Arte e Pesquisa. 

 

Este livro de artista é fruto duma residência que Raúl Hevia fez no Centro de Arte Faro de Cabo Mayor, em Espanha, durante Júlio do 2015. O artista residiu durante três semanas numa das salas do centro, a mesma onde depois se fez a exposição do trabalho plástico produzido durante este período.  

Como método de trabalho e exercício de reflexão, Hevia manteve uma relação directa com a paisagem, oferecida desde uma das janelas da sala. A janela, moldura da paisagem e da vida do artista neste espaço, foi o umbral que separou os dois mundos traçados pelo autor: o interior e o exterior, os limites e a imensidade, a ração e a imaginação. O trabalho final de Raúl Hevia, que revisita a história do poeta alemão Friedric Hölderlin, esteve composto de fotografias, instalações e deste livro que interpreta a sua própria experiencia nesta residência.   

 

Outros livros do mesmo autor disponíveis na nossa Sala de Leitura: 36 años sin tristeza; Manual para ser mi propio padre. 

Be, "politics & surrogates"

Be, "politics & surrogates"

 

A Sala de Leitura Paulo Reis recomenda a revista Be, uma publicação anual sobre arte e crítica, editada pelo centro Künstlerhaus Bethanien de Berlin e dirigida por Bijan Duwallu e Jeus Asthoff.

Baixo o editorial Occupy Art este número documenta os cruzamentos entre arte e política desde a perspectiva de 25 artistas de 18 nacionalidades diferentes, residentes no centro cultural durante o 2012.

Be, politics & surrogates; #19, 2012.  

Mais de 11 mil pessoas viram o 13.º Festival Temps D´Images em Lisboa

A programação da 13.ª edição do Temps D`Images, festival transdisciplinar que terminou em janeiro, atraiu 11.290 pessoas, aos cerca de 30 espetáculos, conferências e projeções, anunciou hoje a organização. 

O festival abriu em outubro do ano passado, com "Amor e Política", de Maria Gil e Miguel Bonneville, e decorreu até ao final de janeiro último, tendo apresentado duas novas secções, dedicadas à nova dramaturgia e à vídeo arte.

Nesta edição, o Temps D`Images apresentou "O Lugar do Olhar", um `open call`, que, em parceria com o Teatro Nacional D. Maria II, teve como objetivo apoiar e promover novos artistas e novas dramaturgias.

A outra secção foi o Loops.Lisboa, uma nova competição que, em parceria com o Museu do Chiado, procurou divulgar a essência da linguagem do cinema e da vídeo arte, através do convite para a investigação do conceito de `loop`, a artistas portugueses e estrangeiros, residentes em Portugal.

De acordo com a organização, a nova secção dedicada às dramaturgias obteve 58 candidaturas, e o Loops.Lisboa, 117.

Conferências e competições de cinema e de `artes performativas` fizeram parte de um programa que reuniu projetos da dança ao teatro, dos estaleiros criativos ao cinema e instalação, em vinte locais de Lisboa, ao longo de cem dias.

Ágata Pinho, Alexandre Pieroni Calado, Andresa Soares, Barbara Matijevic, Capicua, Carlota Lagido, Elmano Sancho, Giuseppe Chico, Gustavo Ciríaco, Joana Pimenta, Jonas Lopes, Mara Castilho, Maria Gil, Mariana Tengner Barros, Miguel Bonneville, Pedro Manuel, Ricardo Cabaça, Rui Catalão, Sónia Batista, Tiago Cadete e Vitalina Sousa foram alguns dos artistas que participaram nesta edição.

A programação percorreu o Teatro Nacional D. Maria II, os teatros municipais São Luiz e Maria Matos, o Teatro da Politécnica, o Espaço Alkantara, o espaço Cão Solteiro, Centro Cultural de Belém, Clube Estefânia, Museu do Chiado, Carpe Diem - Centro de Arte e Pesquisa, Universidade Católica, LX Factory, Negócio ZBD (Zé Dos Bois), Teatro Taborda e Appleton Square.

O Temps D`Images, em Lisboa desde 2003, mantém como objetivos aproximar artistas, em encontros e discussões criativas, e possibilitar a visibilidade e circulação dos trabalhos apresentados através de parcerias, nacionais e internacionais. 

A programação foi assinada por António Câmara Manuel, diretor do festival, com programadores e diretores artísticos, das diferentes entidades envolvidos, Aida Tavares, Alisson Avila, Emília Tavares, Irit Batsry, Jorge Salavisa, Jorge Silva Melo, Lourenço Egreja, Madalena Wallenstein, Mark Deputter, Maria Furtado, Tiago Rodrigues e Thomas Walgrave.

In RTP.pt

Exposição de Março a Junho de 2016

Saturday, 19 March, 2016 - 17:00

Fabrizio Matos   http://cargocollective.com/fabriziomatos 

Fabrizio Matos nasceu na Figueira da Foz em 1975. Vive e trabalha no Porto. É Professor Assistente na Faculdade de Belas Artes do Porto 2014. Das exposições individuais que realizou, destacam-se: "Vita Brevis" VPF Cream Art, Lisboa 2013 ; "Ao Kilómetro seis",MCO Arte Contempõranea, Porto(2009), Project Room -comissariado de Páco Barrágan, ( Arte Lisboa 2008), " San Francisco", Piso Zero, Galeria MCO Arte Contemporânea, Porto, " Let´s dance",Galeria Maria Llanos, Cáceres(2007). Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se; 2014 -A Boca do Inferno, comissariado por Oscar Faria, Sismografo , Porto; Projecto Atlas, Museu Bernardo, Caldas da Rainha, Espaço Mira, Porto; Igreja de S.Vicente, Évora; Troca-se por arte 2013; e 2012; "Uma viagem um destino", MCO Arte contempôranea, Porto(2008), "Opções e futuros",comissariado por Miguel Amado para a Arte Contempo, Lisboa(2008), Wall paper, Stock House- MCO Arte Contemporânea, Porto, Nine solitaire positions, Galeria Academia, Salzburgo(2006), "Portuguese young artists", Mario Mauroner Contemporary Art, Salzburg(2006), "Portugal Today", Mario mauroner Contemporary Art, "WWW.Plot@rt Europa ( Atene- Dot Galerie, Espinho-centro Multimeios, Diest-Galerie Hart Diest, Lugano- Fondazionecarlo Molineris, Madrid, galeria Blanca soto, Paris- Galerie Kiron, Roma- Galleria Arturarte, Spukenisse-Rar Galerie, Viborg- Senko Studio, Valência- Sala Naranja.Viena. Mono no CAPC,Coimbra 2010, Corte do Norte, Plataforma Revólver Lisboa 2011.

Inês d'Orey   http://www.inesdorey.com

Inês d'Orey nasceu no Porto em 1977. No seu trabalho utiliza como principal meio a fotografia. Entre 1999 e 2002, estudou Fotografia na London College of Printing, em Londres, com bolsa do Centro Português de Fotografia. Desde 1999 que o seu trabalho tem vindo a ser frequentemente publicado e exposto em Portugal e no estrangeiro. Em 2007, foi a vencedora do prémio Novo Talento Fotografia FNAC. Publicou em 2010 o seu primeiro livro, 'Mecanismo da troca', e em 2011 'Porto Interior'. Inês d'Orey é representada pela Galeria Presença.

Miguelangelo Veiga   http://www.galeriapresenca.pt/site/index.php?pag=artistas&subpag=detalhe...

Miguelangelo Veiga (n. Lisboa 1974) licenciou-se em Pintura no ano de 2003 pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, frequentou em 2007 a Escola de Artes Visuais Maumaus. Desenvolve investigação no campo das artes visuais desde 2000, nomeadamente, nas vertentes de Desenho, Pintura, Instalação e Vídeo. Em 2002, realizou a primeira mostra coletiva com destaque público: “The opposite direction/ easily reversible”, na Galeria Zé dos Bois (ZDB) destacam-se as participações no Open studio/Residência “O Sítio das Artes”, promovido pelo Fórum Cultural - O Estado do Mundo no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (2007). Em 2010, foi selecionado pelos curadores da The Phillips Collection e do Katzen Arts Center American University Museum para representar Portugal na exposição “Loop: Contemporary Vídeo Art From the E.U.”, no National Portrait Gallery, em Washington D.C. Em 2013, integrou o programa de Projetos Associados da Trienal de Arquitectura de Lisboa – Close, Closer – com “Domino / Ready for the fall em Curating the Domestic - Images at Home”. É actualmente representado pela galeria Presença no Porto e pela Galeria Sete em Coimbra, integra diversas coleções públicas e privadas destacando-se; PLMJ (Portugal), Centro de Artes Plásticas de Coimbra (Portugal), Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (Portugal), Al Maqam (colec. Mohamed Mourabiti, Marrocos), Fundação do Fórum de Assilah (Marrocos) e a colecção Al Asmakh International Art Collection (Qatar). Vive e trabalha em Lisboa.

Pedro Vaz   http://www.pedrovaz.com 

Pedro Vaz (Maputo, 1977) obtém a graduação em Artes Plásticas - Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 2006. No passado ano foram apresentadas as exposições individuais; Atlântica, na Baró Galeria em São Paulo, Neblina, na galeria 111, em Lisboa, e Monólito, no Centro Cultural Casa da Cerca em Almada. Em 2014 foi premiado no concurso internacional Beers Contemporary Award for Emerging Art, em Londres, e recebeu apoio para o desenvolvimento do projecto Tour du Mont-Blanc pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Duplacena. No mesmo ano, destacam-se as exposições individuais; Tour du Mont-Blanc, inserido no Festival Temps D´images 2014, e apresentado no MNAC: Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado em Lisboa, e Stimmung exibida no CAPC - Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. Nas colectivas; Raukoon - Pedro Vaz X João Queiroz, também no CAPC, e 50 Anos da Galeria 111 em Lisboa. Pedro Vaz, vive e trabalha em Lisboa.

Tiago Baptista   http://www.3m1arte.com/3mais1/index.php?p=2&artinfo=2&bio

Tiago Baptista (Leiria, 1986) estudou Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha. Vencedor do Prémio Aquisição Amadeo de Souza-Cardoso 2015 e do Prémio Fidelidade Mundial Jovens Pintores em 2009. Das suas exposições destacam-se em 2015 A pequena realidade, Galeria 3+1, Lisboa; em 2014 Psalm na Galeria Cossoul, Lisboa; em 2013 Prémio EDP Novos Artistas, Fundação EDP e Casa da Música, Porto, Os filmes que não vi aqui, Teatro José Lúcio da Silva, Leiria e Under the influence of, João Cocteau, Berlim; em 2012 Tem calma, o teu país está a desaparecer, Galeria Zé dos Bois, Lisboa; em 2011 Guimarães Arte Contemporânea 2011, Palácio Vila Flor e Laboratório das Artes, Guimarães; em 2010 A culpa não é minha - Obras da Colecção António Cachola, Museu Colecção Berardo, Lisboa; em 2008 Anteciparte '08, Museu da Cidade, Lisboa. Em 2013 participou na residência artística da Culturia em Berlim e desde 2010 está em residência artística na Galeria Zé Dos Bois. Vive e trabalha em Lisboa.

Vamos dar arte? - PÚBLICO

O Natal aproxima-se. Invadimos as lojas de sempre para comprar os presentes de sempre. E que tal oferecer uma peça de arte pelo preço de um cachecol e um par de meias?

(...)

Também no Carpe Diem Arte e Pesquisa, uma iniciativa que nasceu em 2009 pelas mãos de Lourenço Egreja, Paulo Reis e Rachel Korman, as edições de múltiplos assumem um papel de destaque. O projecto, que ocupa o Palácio Pombal (século XVIII), antiga residência do Marquês de Pombal na Rua de O Século, promove residências para artistas, que resultam em exposições. Da programação constam também masterclasses, conferências, conversas com artistas e concertos.

“As edições aqui são um programa”, diz Lourenço Egreja, director artístico e curador sénior do projecto que integra o espaço expositivo, a loja, a cafetaria, o jardim e ainda uma sala de leitura. “Têm uma história engraçada: no final de 2009, íamos fazer uma exposição do Rodrigo Oliveira. O orçamento estava curto e então falámos com o artista e criámos uma edição [em formato de impressão a jacto de tinta de pigmento]. Fizemos alguns telefonemas, a edição vendeu-se toda e financiámos a exposição”, conta. E a partir daí, das exposições começaram a nascer edições.

No Carpe Diem, cujo foco é a arte contemporânea, “o múltiplo é uma espécie de uma senha porque cada edição está ligada a uma exposição, que esteve numa determinada sala… há toda uma ligação”, diz o curador. Os múltiplos têm também outra importante função: ajudam ao financiamento do projecto, contribuindo para a sua sustentabilidade.

Tal como Delfim Sardo, Lourenço Egreja incentiva: “Ofereçam arte, ofereçam arte — é o que eu digo. Há coisas bonitas, são de uma qualidade razoável e estão a ajudar o projecto, que é uma associação sem fins lucrativos.” E porque é Natal, a loja do Carpe Diem está a fazer uma campanha especial: até 19 de Dezembro, as edições estão à venda por 150 euros — a moldura é oferta.


No Carpe Diem as edições têm um preço único e a maioria tem uma tiragem de 30 exemplares rui gaudêncio

Ao contrário do Gabinete, e salvo algumas excepções, no Carpe Diem as edições têm um preço único. Lourenço Egreja explica porquê: “Os artistas são todos importantes e a ideia é que participem todos na sustentabilidade do projecto.” Apesar de não haver uma rigidez quanto à tipologia, “90% dos múltiplos do Carpe Diem são impressões a jacto de tinta de pigmento (técnica em que a tinta é injectada no papel)”, diz. Algumas das edições são também serigrafias, desenhos e gravuras. O projecto conta já com 120 edições, de artistas como os portugueses José Pedro Croft, Gabriela Albergaria, Pedro Calapez, Daniel Blaufuks, Maria Condado, David Oliveira, ou o brasileiro Bruno Vilela, o britânico Tim Etchells, o italiano Giovanni de Lazzari ou a belga Jeanine Cohen.

A maioria das edições tem uma tiragem de 30 exemplares e cada exemplar é numerado e acompanhado por um certificado de autenticidade assinado pelo artista. Lourenço Egreja defende que, apesar de serem múltiplos, as obras não deixam de ter valor. E relata um episódio para o provar: “Em 2014, vi uma pequena gravura de Matisse, o número 5 numa série de 6, na Marlborough Gallery, em Madrid, a 380 mil euros. Fui perguntar porque é que era tão cara, e responderam-me que o era por ser de Matisse, por ser o número 5 numa edição de 6 e porque a galeria não sabia a proveniência dos outros exemplares.”

Referindo-se às edições do Carpe Diem, Lourenço acredita que “num espaço de dez anos, numa edição de 30, alguns [exemplares] perdem-se. Tendencialmente, é assim que vai acontecer. Portanto, ao fim de dez anos, é óbvio que o valor aumenta, porque é óbvio que já não há os 30 exemplares”. O Carpe Diem controla o primeiro mercado: tem uma base de dados com a identificação das pessoas que compraram as 30 edições. A partir daí, os proprietários podem oferecer ou vender, e acaba por se perder o rasto ao exemplar — “isso é a vida das obras de arte, elas vão por aí”, advoga Lourenço.

Para quem tem um orçamento mais desafogado e procura peças únicas, Lourenço e Delfim aconselham uma ida às galerias.

“O múltiplo ocupa um lugar muito importante nos circuitos da arte", afirma Delfim Sardo rui gaudêncio

“O múltiplo não é uma pequena coisa marginal.” Quem o diz é Delfim Sardo. “O múltiplo ocupa um lugar muito importante nos circuitos da arte. Têm sido nossos clientes artistas, que vêm comprar obras de outros artistas”, explica. “[Isto prova que] a valorização do múltiplo já é feita no interior do universo artístico. Corresponde a uma tipologia completamente histórica da história de arte.”

Lourenço Egreja especifica — “Toda a gente faz impressões. Andy Warhol fazia serigrafias a torto e a direito. Rodin, nas suas esculturas, também fazia edições. Não há ninguém neste mundo que não faça edições.” O curador lembra que “vivemos num mundo de reprodutibilidade, que não é de agora. Há uma história de arte toda para trás, desde as gravuras”. E insiste que o facto de serem edições limitadas a 30 exemplares é um factor decisivo para quem compra. “O cliente sabe o que está a comprar”, afirma.

Apesar de em Portugal as edições de arte não estarem particularmente generalizadas entre o público, os dois curadores lembram que, pela Europa, os múltiplos de arte são uma realidade instituída. “Em Espanha há uma tradição de gravura enorme, em França há um coleccionismo de múltiplos de arte completamente estabelecido, Inglaterra tem os melhores impressores de gravura do mundo”, diz Delfim Sardo.

O mercado da arte é feito de valores elevados, sim. Mas não só.

“Em vez de umas calças, vou comprar este desenho”
Amanda Ribeiro

(...)

Joana Pimenta _ Factores Humanos

16 > 19 DEZ _ 13h00 às 19h00 

Uma cadeira contorce-se para lhe aparar a queda. A sua estrutura ergonómica tem a capacidade de girar em qualquer direcção. Ouve-se o som subtil das teclas de um computador, o borbulhar de uma máquina de café. Ao longe, alguém dispara agrafos contra as largas janelas de vidro inquebrável. 

Estamos em Lisboa em 2011, num escritório habitado por actores. Corpos altamente treinados para o movimento e intensidade da performance habituam-se agora ao ritmo da inércia. Deslocados para este espaço em consequência do fecho temporário dos seus lugares de actividade, trocam treino por função, aperfeiçoamento da técnica por serviços técnicos, cenários e figurinos por secretárias habitadas por objectos de papelaria, e a atenção do público pela dedicação da mobília ergonómica que pretende servir com eficiência a rotina dos seus movimentos. 

FACTORES HUMANOS empresta o seu título do primeiro manual de ergonomia - que regula os objectos que têm como missão o suporte dos corpos enquanto estipula o treino repetitivo necessário para responder às suas exigências - e opera no espaço que é criado quando ambos falham.  Operando através de mattes e maquetes, e adaptando-se ao espaço das antigas cozinhas do Palácio Pombal, FACTORES HUMANOS propõe a superimposição das ruínas futuristas da mobília ergonómica no espaço de uma arqueologia do presente, procurando a ficção científica dos movimentos de rotina propostos pela ergonomia,  a geologia do espaço performativo de um escritório no centro da terra. 

Joana Pimenta, 2014| Video Instalação | Produzido com o apoio do Programa de Apoio às Artes Visuais Artes Visuais da Fundação Calouste Gulbenkian

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