Carla Chaim

_Norte_

SINOPSE

A instalação de Carla Chaim age sobre o Palácio Pombal e propõe uma visão do espaço expositivo enquanto parte central da obra artística, fundindo-se com a peça, no lugar de se sobrepôr a ela. A arquitetura passa a fazer parte da obra, sendo o suporte do desenho, um desenho expandido. O pó de grafite surge aqui enquanto material primordial do trabalho artístico, nas suas diversas escalas e plasticidades. Este trabalho surgiu como possibilidade de colocar como contraponto ao espaço do Carpe Diem Arte e Pesquisa, um palácio cheio com paredes e tectos adornados, um trabalho que parece uma peça só, cinza, neutra e “minimalista”. Outros trabalhos devem ser desenvolvidos durante este período no Carpe Diem Arte e Pesquisa. Carla Chaim irá fotografar e desenhar o espaço e usar o pó de grafite como elemento de desenho. Nas impressões fotográficas, irá mascarar algumas áreas da fotografia, preenchendo estes espaços com o pó. Nos desenhos sobre papel branco, a área com pó se revela como desenho.

BIOGRAFIA
Carla Chaim nasceu e vive em São Paulo, Brasil. É formada em Artes Plásticas, 2004, pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, onde fez também uma Pós-graduação em História da Arte, 2007. Chaim, trabalha com diferentes meios, como desenhos, vídeos e instalações. Através de experiências com processos rígidos e resultados aleatórios, seduz o espectador para um mundo de equilíbrio em curso, um território nunca pronto. Chaim tenta aproximar-se de uma ampla escala de assuntos do quotidiano, trazendo-os para o seu atelier e repensando novas formas e novas relações entre eles. Os trabalhos formam-se no campo da experiência, apresentando ligações coincidentes, acidentais e inesperadas. A artista deseja controlar os seus trabalhos, tanto em regras pré-estabelecidas na execução, quanto nos seus movimentos físicos durante a realização de um desenho, trazendo o corpo como importante instrumento neste processo. Carla Chaim ganhou diversos prémios como o Prémio Funarte de Arte Contemporânea e o Prémio Energias na Arte do Instituto Tomie Ohtake, onde também expôs o seu trabalho. As suas peças fazem parte de colecções como Ella Fontanals - Cisneros e Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty.

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