Festival de música improvisada

Domingo, 4 Outubro, 2015 - 16:00

O Festival de Música Improvisada surge como reflexo natural daquilo que têm vindo a ser os ciclos 60/3 Concertos Improvisados dedicados à música improvisada e experimental, apresentados pelo Carpe Diem.

Entre Novembro de 2014 e Julho de 2015, por diferentes espaços do Palácio Pombal, passaram músicos de variadas correntes ligadas a este género de música, como, Abdul Moimême, Adriana Sá, Albert Cirera, Álvaro Rosso, Bande à Part (Carlos Godinho, Joana Guerra e Ricardo Ribeiro), Carlos Zíngaro, Catapulta (Boris Martins Nunes), Chagas Curado Viegas Wind Trio,David Maranha, Filipe Felizardo,Helena Espvall, Hugo Antunes, José Bruno Parrinha, Luís Lopes, Miguel Mira, Miguel Sá, Nuno Morão, Nuno Torres, Pedro Sousa, Quarteto de Ernesto Rodrigues (com Carlos Santos, Guilherme Rodrigues e Nuno Torres), Quarteto de Sei Miguel (com Fala Marian, Hernâni Faustino e Luís Desirat), Rodrigo Amado,Riccardo D. Wanke, Sirius (Francisco Trindade e Yaw Tembe).

Desta forma, chegou o momento de fazer o ponto antes de retomarmos os próximos ciclos. E, nada melhor, do que um encontro de vários projectos, organizado sob a forma de um Festival de Música Improvisada e Experimental num inesquecível final de tarde com muita música, acompanhada pelas especialidades que a Cafetaria vai preparar especialmente para este dia.

Este Festival marca, também, o arranque da nova temporada do ciclo 60/3 Concertos Improvisados, que traz, desde já, a novidade deste encontro passar a ser semanal, sempre às sextas-feiras pelas 19h00.

Para já, na tarde de domingo, dia 4 de Outubro, a partir das 16h00 até às 22h00, Pedro Sousa apresentará "A Song for True: Performance for Plural Larynx", instalação de vários saxofones soprados por um compressor (projecto ganhador da 20ª bolsa Ernesto de Sousa (Bes) 2012/2013); contamos, ainda, com a presença do projecto THE ORM (Filipe Felizardo e Tiago Silva); do colectivo David Maranha, Hernâni Faustino, Riccardo D. Wanke e Raphael Soares; do trio Bruno Parrinha, Luís Lopes e Ricardo Jacinto; e com a roda de electrónicas, de formação sempre variável, DESTERRONICS, trazida por Jari Marjamaki.

 

Bruno Parrinha – Luís Lopes - Ricardo Jacinto

Bruno Parrinha - sax alto, soprano e clarinete
Luís Lopes – guitarra eléctrica
Ricardo Jacinto – violoncelo

Bruno Parrinha, Luís Lopes e Ricardo Jacinto são três músicos do universo da música improvisada e experimental Lisboeta. Investem no desenvolvimento de discursos musicais próprios, distintos, para depois serem aplicados em momentos casuais, como é o caso deste trio totalmente equilátero. Individualmente, desenvolvem diversos projectos com outros músicos de variadas correntes, que se repercutem em grupos como: "IKB", "VGO", "Open Mind" (Parrinha); "Humanization 4tet", Lisbon Berlin Trio", "Big Bold Back Bone" (Lopes); "Cacto", "Parque", "Pinkdraft" (Jacinto).

Nesta cumplicidade, apostam em colidir ao vivo as suas experiências, servindo-se de uma improvisação sem caminhos programados, para se desafiarem.

 

David Maranha - Hernâni Faustino - Riccardo D. Wanke - Raphael Soares

David Maranha – órgão
Hernâni Faustino – contrabaixo
Riccardo D. Wanke – electrónicas
Raphael Soares – bateria

Como não podia deixar de ser, num festival que se quer experimental e de livre improvisação, contamos com a presença de um colectivo quadrangular totalmente informal, o factor ad hoc, de quatro elementos que dispensam apresentações, bem influentes na cena experimental lisboeta, portuguesa e internacional, numa apresentação única e exclusiva para os visitantes deste festival.

 

Desterronics

Roda de eletrónicas

Esta roda de electrónicas - trazida por Jari Maramaki - é fruto de 1 ano de jams de electrónicas, sempre abertas, e como tal, de formação variável, no espaço DARC - Associação Desterro.

Sempre com o sentido na experimentação do momento, esta roda viveu e vive experiências sonoras únicas, sensíveis à(s) atmosfera(s) existentes(s) ou imaginada(s) entre todos os intervenientes no momento, numa interacção, de dinâmica, entre o indivíduo, o grupo e a gigante parafernália de máquinas criadoras de infinitas possibilidades sonoras. 

É a primeira vez que esta máquina infernal se desloca para fora do seu "buraco underground" para partilhar, em concerto, tudo aquilo que têm sido as suas viagens sónicas, quem sabe, até, intergalácticas.

 

Pedro Sousa - "A Song for True: Performance for Plural Larynx"

O que Pedro Sousa nos apresenta é, nada mais, nada menos, do que o projecto ganhador da 20.ª Bolsa Ernesto de Sousa (BES) 2012/2013 (iniciativa conjunta da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da Fundação Calouste Gulbenkian), apresentado então em Nova Iorque, durante a residência artística realizada pelo artista, sob a orientação da Experimental intermedia Foundation.

"A Song for True: Performance for Plural Larynx", consiste numa instalação que joga com as relações de uma família instrumental em particular - a dos saxofones - com o performer, o espaço e os espectadores, através da utilização de compressores de ar. O projecto toma como referência o saxofonista americano Jerry True, o qual, depois de lhe ter sido removida a laringe devido a um cancro, pôde continuar a sua carreira recorrendo, precisamente, a um compressor de ar.


THE ORM

Filipe Felizardo – guitarra eléctrica
Tiago Silva – guitarra eléctrica

THE ORM é Tiago Silva e Filipe Felizardo. Tocam guitarra eléctrica juntos desde 2014. Para cada ocasião em que tocam, com ou sem público, não há premissa nem manifesto, sugestão, atitude, ou outro desígnio que não o conforto de ambos.

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