Laura Vinci

Nasci na cidade de São Paulo, onde vivo e trabalho. Estudei artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado e fiz meu mestrado em arte na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Tenho participado de várias exposições no Brasil e no exterior e desde 2010 venho conjugando minhas atividades como artista plástica com uma dedicação ativa ao teatro.

 

1. Laura Vinci

Artista.

2. O que vês quando olhas para a tua obra?

Sempre me surpreendo quando vejo uma obra minha. Como não é uma obra biográfica , parece que não fui eu que fiz. É fortemente independente.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

Uma marcada relação com o espaço

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

Meu processo de trabalho acontece muito na cidade. Vivo mais nas fábricas e nas oficinas de trabalho do que no meu ateliê

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

Anish Kapoor e Ann Hamilton são artistas que sempre estou de olho. Mas os trabalhos de Land Art são uma referência muito forte para mim. Toda vez que vejo as imagens do The Lightning Field (1977), de Walter de Maria, acho o mundo melhor. Aquela liberdade me enche de entusiasmo. E ver e rever os espetáculos de Pina Bausch é sempre muito inspirador. Para mim ela é uma das maiores artistas do século 20.

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.

Talvez o mais marcante para mim são as novas formas da arte se inserir no mundo mundano, na sua relação com os espaços públicos, com o espaço da rua, com as ruinas e com as arquiteturas.

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

O mar

8. A experiencia como artista residente no CDAP.

Minha experiência no CDAP foi maravilhosa. Foram dias intensos de montagem com uma equipe incrível de estudantes de toda a Europa. Paulo Reis ainda era vivo. E não posso me esquecer das refeições que ele preparava pra nós. Rapidamente uma enorme mesa era montada numa das salas de exibição e almoçávamos ali mesmo, todos juntos. A simplicidade daqueles almoços transpassava a ideia de curadoria que o Paulo e sua equipe criaram com o CDAP: original, humana e sem qualquer afetação.

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