Mariano Rennella

Nasci em Buenos Aires, em 1976. Levei uma vida nómada até este ano, em que decidi ficar na cidade de Lisboa. Sou um fotógrafo especializado em fotografia documental e trabalho como free-lance para a indústria do cinema e para várias agências de publicidade. As minhas fotografias têm sido publicadas em meios de comunicação por todo o mundo - El Mundo, El País, Abc - e em plataformas digitais internacionais - Lens Culture, Blur Magazine e Pilerats, entre outros. Colaboro regularmente com a revista Omen de Nova Iorque. O meu primeiro trabalho, gogo dancers, foi selecionado pela Galeria Pabellón 4 no marco do Festival da Luz em Buenos Aires em 2004. Em 2013 expus o meu trabalho Red na galeria Rojo Máquina. No ano seguinte, a série Niebla esteve exposta na Casa da América em Madrid. Niebla foi parte do conjunto de trabalhos integrados no Festival PhotoEspaña 2015 que estiveram expostos no Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa.
1. Mariano Rennella.
Sou uma pessoa muito curiosa, observadora e mais intuitiva do que racional.
2. O que vês quando olhas para a tua obra?
Vejo a mim mesmo.
3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?
Pessoas.
4. O teu processo artístico em poucas palavras.
O processo é intuitivo, com pouca planificação na hora de fotografar. As coisas vão-se arrumando em função da história que quero contar.
5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.
Nan Goldin, Martin Parr e H. Newton (apesar de já ter falecido, a sua obra ainda continua viva). Não sou muito bom com os nomes... não quero parecer arrogante, mas é verdade.
6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.
Percebo uma tendência para a conceptualização cada vez maior. No caso da fotografia, às vezes, tenho dificuldade em localizar-me nesta tendência, pois como dizia antes, trabalho de uma maneira intuitiva. Isto não significa que não consiga fazer um plano em certas ocasiões ou que não desenvolva conceitos. Mas, continuo a acreditar no poder da imagem sobre o discurso... E, às vezes, na fotografia de hoje, pode parecer que o discurso é mais importante do que a imagem em si mesma.
7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?
Os diapositivos da família da minha mãe nos anos 50 em Chicago e os livros de viagem do meu avô dos anos 20 e 30.
8. A experiência como artista residente no CDAP.
Estupenda.
