Tomaz Hipólito

Nasci em Lisboa, entre muitas outras coisas estudei arquitectura também em Lisboa.
O meu trabalho é uma contínua pesquisa sobre as noções de Espaço. Diferentes suportes, como a fotografia, vídeo, pintura, desenho e a performance são usados para melhor revelar o conceito de cada trabalho. Interessa-me mapear o gesto de forma a criar um novo território, chamado Intervalo, que se situa entre a subjectividade e a experiência. Podemos aceitar que o Espaço apenas existe quando ocupado, e que é o gesto que acrescenta realidade ao Espaço e Tempo. Na verdade nenhum ponto de vista é errado, por isso mantenho todos os pontos de vista para além daquele que elejo, assim todo o processo torna-se parte do trabalho. O que é verdadeiramente universal é o caso particular, por isso todos os meus trabalhos são peças únicas.
1.Tomaz Hipólito.
Curiosidade, intuição, persistência e crítica.
2. O que vês quando olhas para a tua obra?
Tudo o que ainda quero realizar.
3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?
A experiência sobre o Espaço.
4. O teu processo artístico em poucas palavras.
O espaço como ponto de partida da existência a experiência que revela o espaço. Mapear o gesto de forma a criar um novo território, Intervalo, situado entre a subjectividade e a experiência que daí decorre.
5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.
Para mim quase todos estão vivos: Almada Negreiros, Robert Gober, Fluxus, Squat-Theatre, Robert Rauschenberg, Helena de Almeida, Bruce Nauman,Vito Acconci, Robert Morris, Francis Bacon, Lourdes Castro, Donald Judd, Jenny Holzer, Sol LeWitt, Chris Burden, NamJune Paik... Entre muitos outros, também na literatura, no cinema, na dança, na música, na arquitectura.
6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.
Não sigo tendências.
7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?
A vida e a morte.
8. A experiencia como artista residente no CDAP.
Liberdade e apoio total. Foi uma muito boa experiência, aconselho vivamente.
