Raúl Hevia

Nasci em Oviedo em 1965. Vivo e trabalho em Santander. Fiz um doutorado em História da Arte e combino o trabalho de investigação com o ensino e o trabalho criativo. O meu trabalho plástico desenvolve-se em torno do questionamento dos modos de narração da intimidade, das formas de expressão do Eu contemporâneo (o próprio e o outro, o presente e o passado e os vínculos entre eles) através de suportes como a fotografia, o vídeo e sobretudo o livro, sublinhando a parte plástica da linguagem escrita e a transposição entre o verbal e o visual. Tenho realizado numerosas exposições individuais e colectivas e estas imagens fazem parte de coleções individuais e colectivas, nacionais e internacionais, públicas e privadas.
1. Raúl Hevia
Adoro entrar em poças.
2. O que vês quando olhas para a tua obra?
Os espaços em branco, as questões por resolver e para as quais se tem que continuar a procurar respostas.
3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?
Um mapa, uma foto, um livro, uma pequena viagem.
4. Teu processo artístico em poucas palavras.
Resumir em imagens a necessidade de nomear e relacionar o mundo com as palavras.
5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.
Erwin Wurm, Martin Parr, Eulalia Valdosera, Esther Ferrer, Julião Sarmento, Miranda July.
6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.
O afastamento dos discursos hegemónicos, o triunfo da linguagem relacional e a contaminação entre disciplinas díspares.
7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?
Os gritos de Raquel Fraga, um pedaço de neve, a capa do Superman, uma foto da minha mãe.
8. A experiência como artista residente no CDAP.
Muito positiva, satisfatória e bastante difícil já que não existem no espaço duas paredes iguais, coexistindo, além disso, o envelhecimento patente do espaço, o que dá a todo o trabalho artístico um extra de problemas linguísticos.
